domingo, 28 de março de 2010

SEQUESTRADORES DE ALMA


Você pode ser uma vítima:

- Você sabe o que é ser prisioneiro psicológico da trama secreta e obscura de outro alguém?

- Já teve ou está numa relação onde se sente preso e sem liberdade para ser você desde os aspectos mais simples até nos mais profundos do seu ser?

-Sempre abre mão dos seus desejos e escolhas em nome de acertar a sua relação com o outro, sentindo-se sempre devedor de algo não palpável?

- Percebe ser freqüentemente julgado e criticado sem se quer ter errado?

- Costuma ter dificuldade para discernir se seus sentimentos sobre sua liberdade são verossímeis ou não...

- Sente dúvida sobre si mesmo a ponto de se sentir culpado?

- Sente-se obrigado a fazer coisas em conjunto que pelo seu estilo de personalidade não gostaria de fazer nem junto e nem separado...?

- Fica preso como se andando em círculos se repetindo neste tipo de situação desagradável para você?


Se as respostas forem positivas é bem provável que você esteja sendo mais uma vitima desse tipo de seqüestro emocional.Quais tipos de pessoas costumam ser vítimas desse tipo de seqüestrador?


Em geral, são pessoas com carências afetivas importantes, pessoas de boa índole com certa dose de ingenuidade em relação ao outro e benevolência acima do limite.

Pessoas sem malícias maiores. Pessoas que acreditam que a doença emocional sempre vai morar ao lado e nunca na própria casa onde se vive.


Como agem estes seqüestradores de almas?

O primeiro passo é o da sedução sem limites.

O seqüestrador se transforma naquilo em que a vítima mais necessita no momento e nunca as promessas são falsas, sempre as cumpre.

As ofertas vêm desde suprimento de carência afetiva, a oferta de trabalho, dinheiro, roupas, viagens, etc.

O problema começa quando o preço oculto neste pacote de suposta bondade, doação e boa vontade começam a ser cobrados num padrão de sofisticação intelectual em que a vítima dificilmente consegue discernir como sendo algum tipo de cobrança, mas sente-se culpada e na obrigação de servir aos desejos e reclamações do parceiro.

Este por sua vez, num mecanismo perverso, visa aprisionar o outro num sistema sutilmente violento onde a principal arma é a inserção do sentimento de culpa, a desqualificação e a negação de tudo que signifique a identidade do parceiro.

Como resultado, uma importante quebra da auto-estima e confiança se estabelece somando-se ao entendimento de que só se sobrevive psiquicamente através da dependência emocional e dos ditames do suposto seqüestrador.


Como escapar deste tipo de enredamento psicológico e de alma?

- Em primeiro lugar, é preciso se ter plena consciência de que algo está errado. Que as sensações diárias não estão nada boas e que algo deve ser feito, mesmo que não se tenha clareza sobre a totalidade da situação.

- Em segundo, saber que podemos fazer escolhas na vida, por mais difíceis que elas possam parecer.

- Em terceiro, se estiver muito confuso e com dificuldades para discernir o certo do errado, o justo do injusto e sentir um constante desconforto, não deixe de buscar auxílio de amigos, se tiver, de uma convicção religiosa e sempre busque apoio num processo terapêutico.

Os danos causados pro este tipo de vivência se forem por período demasiado longo, podem ser devastadores na vida de uma pessoa.

Lembre-se, sua vida é única e que estamos aqui para sermos felizes de verdade.

Não se acostume com o que não lhe faz bem, tudo pode mudar para melhor.

Ouse e conquiste.
(texto da psico-terapeuta Silva Malamud)


Resolvi colar esse texto aqui porque desde que ingressei no BDSM me vem a preocupação do que seria a entrega total de meu ser ao um Dominador.
Obvio que é assustador falar isso a alguém que nada sabe nem de si mesma e tampouco do que consiste uma relação BDSM.
Eu não sou contra aquilo que for consenso, o problema é quando a pessoa não se conhece o suficiente, nem tem noção do que busca e nem de seus prazeres e cai em mãos erradas ou não se mostra o suficiente para que o outro tenha feed back da verdade de si mesma.
Condeno Dominadores que se aproveitam de submissas frágeis, que usam o desejo da submissão delas para proveito proprio sem conotação com o BDSM.
Ao meu ver isso nao é entrega, é vampirismo da submissa.
A entrega saudável é voluntária, você pode fazer tudo e mais um pouco dentro do dominio de um Dono, mas ainda é a maior responsavel por si mesma. Se algo der errado ou se não acontecer o que voce deseja não o culpe, olhe para dentro de si primeiro.
A entrega que traz prazer, plenitude, satisfação é a "consciente", ainda que ela seja incondicional, totalmente voltada ao Dono, não é cega e nem idiota.
Um Dom que valoriza sua escrava a deseja feliz, com auto estima, auto confiança para construirem uma relação juntos.
O Dom do bem, eleva o potencial da escrava sem medo de perdê-la.
Quando ela tiver nas nuvens, terá sempre a certeza que ela pode brilhar quanto for, mas ainda assim é e será sempre dEle.
Não importa onde seus olhos pairem, ou seu desejo avançasse, ou até cometa algum ato impulsivo, o que está dentro dela em relação ao Dono nunca vai mudar.
É e será sempre sua, porque foi escolha de ambos, foi o encontro do Dominio dEle e a submissão dela.

3 comentários:

Anônimo disse...

[{mila}]MAGNO
Perfeito o texto e suas conclusões. A mais bela entrega é a entrega consciente, forte, racional onde se entrega por convicção e não por falta de opção.
Esse texto deveria estar numa cartilha para as que entram esse universo cheias de dúvidas.
Parabens
*lorena*

€lєҟtrα disse...

Amada adorei o texto, a mensagem é válida para todos os âmbitos da nossa vida.

Beijokas*

{Λїtą}_ŞT disse...

Oi [{mila}]!

Parabéns pelo texto e conclusão.
Considero de "utilidade pública" dentro do nosso universo, onde as pessoas vêm muitas vezes buscar solução para suas carências emocionais e acabam reféns desse tipo de enredo.
Convido-a a postá-lo também no nosso blog "Escravas & submissas", caso seu Senhor autorize, por acreditar que será de grande utilidade para reflexão de pessoas inexperientes ou até mesmo experientes que estejam vivendo este tipo de problema.
Beijos meus.

{Λїtą}_ŞT